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Você conhece os principais tipos de pedras nos rins?

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Você conhece os principais tipos de pedras nos rins?

Tipos de pedras nos rins

O cálculo renal, que causa sintomas como dores na região lombar, e ardência para urinar, tem várias causas. E por consequência, há vários tipos de pedras nos rins, e para cada, um tratamento. Nesse artigo, você vai conhecer as características e diferenças entre cada tipo desse problema.

Alguns pacientes não sentem dores ou outros sintomas, mesmo com o avanço do problema, mas se não tratado, a pessoa corre sérios riscos à saúde.

O que são pedras nos rins e quais os seus riscos?

Popularmente chamadas de pedras nos rins, por serem de fato pedrinhas que se formam nesses órgãos, seu nome médico é cálculo renal.

O transtorno aparece quando há o acúmulo de substâncias no sistema urinário — em especial o cálcio — formando pequenas massas sólidas no conjunto.

Quando muito pequenas, essas pedras são expelidas com a urina, já as maiores causam problemas que impedem o bom funcionamento dos rins e uretra.

Esse problema surge em qualquer idade e sexo, mas tem maior incidência em homens acima dos 30 anos. As causas do distúrbio são diversas e incluem ingestão de pouca água, alimentação baseada em muito sódio, obesidade e fatores hereditários.

Uma pessoa que já teve pedras nos rins e se tratou não é imune a esse problema. Por isso, as recomendações médicas devem ser seguidas à risca no tratamento preventivo.

Quando não tratado, o cálculo renal causa dores intensas, danos permanentes ao sistema urinário, e insuficiência renal. Quadros avançados chegam a causar a morte.

Quais são os tipos de pedras nos rins?

Pedras de cálcio

São os cálculos mais comuns, cerca de 80% de todos eles. Ocorrem principalmente na forma de oxalato de cálcio. Atingem em sua maioria, em homens na faixa de 20 a 30 anos, pela alta absorção de cálcio e oxalato de alimentos, pelo organismo. Pode tanto ser causada por algum distúrbio já existente que possa causar eliminação aumentada de cálcio na urina, como por uso contínuo de medicamentos corticoides ou antiácidos, por exemplo.

O contratempo também surge, em alguns casos, por disfunções na glândula paratireoide. Seus sinais aparecem na urina, que adquire cor turva e cheiro forte; além de a pessoa sentir dores e ardência para urinar.

Pedras de cistina

Esse tipo de pedraaparece como consequência da cistinúria, uma rara doença genética. O problema concentra altas taxas do aminoácido cistina, e outros, no sistema urinário/

Esse acúmulo de substâncias na urina forma as pedras que se alojam nos rins, e podem causar sintomas como desconforto lombar, principalmente se obstruírem a via urinária. São cálculos de grande dureza e, portanto, são mais difíceis de serem fragmentados. Também apresentam alto índice de recorrência.

Pedras de estruvita

As pedras de estruvita atingem em sua maioria, mulheres com infecção urinária, principalmente causadas pela bactéria Proteus Mirabilis, mas homens também podem ter o problema. A infecção crônica, que afeta rins, ureter e bexiga, provoca acúmulo de amônia no sistema urinário, formando a base para os cálculos.

Esse tipo de cálculo renal chega a tamanhos maiores em relação aos outros tipos de pedras nos rins, inclusive podendo ocupar todo o rim e obstruí-lo com muita facilidade, são os chamados cálculos coraliformes (em forma de coral). Isso causa o bloqueio do sistema urinário e perda da função renal, exigindo rápido tratamento, depois do diagnóstico que comprove essa categoria do distúrbio.

Pedras de ácido úrico

É o segundo tipo de cálculo mais comum, cerca de 15%. Como o nome indica, essa patologia geralmente ocorre em pacientes que já sofrem com o ácido úrico ou que têm uma urina mais ácida. A substância provém da proteína, quando em excesso pode ser excretada em excesso pelos rins e se acumula em forma de cristais. Urina com pH muito ácido facilita muito essa cristalização.

Pacientes que passam por quimioterapia, obesos, ou que consomem muita proteína, também podem ter excesso de ácido úrico no organismo e estão mais predispostos à formação desses cálculos.

Para contornar o problema e ter a saúde estabilizada, há diversos tratamentos que não exigem cirurgia com corte, como mudanças no estilo de vida, com redução da ingestão de proteínas animais, aumento da ingesta hídrica e alcalinização da urina com medicamentos. Também há casos que exigem métodos invasivos, principalmente quando os cálculos formados já estão muito volumosos ou obstruindo o trato urinário.

A litotripsia extracorpórea, por exemplo, é um método eficaz e não invasivo que quebra as pedras para serem expelidas. Ureteorrenolitotripsia com laser também é bastante eficaz a depender do tamanho e da localização do cálculo.

Conheça a relação completa de tratamentos para acabar com todos os tipos de pedras nos rins. Leia nosso artigo sobre o assunto e tire todas as suas dúvidas!

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