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Como saber se a gestante sofre com pedra nos rins? Saiba mais sobre os sintomas, causas e tratamento.

gravidez mãe

A gravidez está tranquila, tudo é um sonho e, de repente, você começa a sentir um desconforto acompanhado de dor intensa. O incômodo se manifesta nas costas, mas também irradia na frente do abdome, ficando cada vez pior, chegando ao ponto de você não conseguir ficar confortável em nenhuma posição. Logo vem à cabeça que pode ocorrer algo com o bebê. Já preocupada, você corre para o hospital. Depois de alguns exames médicos, vem a noticia: pedra nos rins.

Mas que doença é essa? Quais as causas? Tem tratamento? O que motiva pedra nos rins na gravidez? São várias as perguntas e, como você está gestante, a situação é mais delicada. Antes de tudo, mantenha a calma. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 10% da população é afetada por cálculos renais e uma em cada 1,5 mil gravidas apresentam complicações renais.

O cálculo renal, ou simplesmente pedra nos rins, é formado quando o sal e as substâncias minerais que estão na urina se cristalizam e se ligam uns aos outros, mudando de tamanho e passando de um grão de arroz para um caroço de azeitona. Estes cristais habitualmente são eliminados do corpo pelo fluxo natural da urina. Porém, em algumas situações, se fixam ao tecido renal ou a áreas cuja remoção é mais difícil. As pedras nos rins são formadas pelo acúmulo de cristais de oxalato de cálcio e fosfato de cálcio, além dos cristais de ácido úrico.

Na verdade, é que 80% dos cálculos são de cálcio e 10% de ácido úrico. Normalmente, as pedras nos rins se desenvolvem dentro do rim, porém pode acontecer de deslocar-se para o sistema urinário.

Os cálculos renais são resultados de vários fatores que dependem do organismo de cada pessoa, como:

Idade: O número de crianças com cálculo renal vem crescendo nos últimos anos. Segundo dados do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de Urologia, por dia pelo menos uma criança é atendida nos consultórios com sinais de pedra nos rins, bem diferente de anos atrás onde o número de atendimento era de uma criança por mês.

Sexo: A doença atinge três vezes mais homens que mulheres. O estimado é que 12% dos homens e 5% das mulheres apresentem cálculos renais ao longo da vida.

Dieta: Uma alimentação rica em oxalato e cálcio, como os salgadinhos; os vegetais de folhas escuras, como espinafre, acelga e beterraba; e também chocolate, chá preto e grãos de soja, pode provocar a formação de cálculos.

Clima: No verão ou em climas quentes, o número de casos de pedras nos rins cresce até 30%, isso porque pessoas transpiram mais e nem sempre repõem a água perdida.

Falta de ingestão de água: Passar muito tempo sem beber água pode provocar a formação de cálculos, caso seja algo corriqueiro. O ideal é beber pelo menos dois litros de água por dia.

Distúrbios metabólicos: Problemas renais, endócrinos e intestinais podem aumentar a quantidade de cálcio e oxalato no sangue e na urina, culminando na formação das temidas pedras.

Infecção do Trato Urinário (ITU): A conhecida infecção urinária pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga, uretra e ureteres. A ocorrência desse quadro infeccioso pode causar a formação de cristais.

Uso incorreto de medicamentos: Automedicar-se pode trazer consequências sérias. Nem sempre tomar um antibiótico vai resolver o problema. Às vezes, é preciso tomar um coquetel de medicamentos para se livrar da infecção.

Mas o que provoca o surgimento das pedras nos rins durante a gravidez?

Na verdade, os cálculos renais não se formam no período gestacional, mas antes da mulher engravidar. Durante a gestação ocorrem várias alterações fisiológicas e físicas no trato urinário, iniciando em 90% das grávidas por volta da 7ª semana e finalizando por volta da 6ª semana após o parto. Além do aumento hormonal e da progesterona, ocorre a hidronefrose, que é a dilatação do rim, fenômeno que facilita a liberação de cálculos existentes.

Na gravidez, os rins são movidos à medida que o feto cresce, além de aumentarem cerca de um centímetro do seu tamanho natural, devido ao desenvolvimento da vascularização renal.

As crises ou saída das pedras durante a gravidez não causa danos ao feto. O problema de cálculos renais na gravidez é que nesse período o corpo não pode receber o tratamento apropriado, como medicação ou procedimento cirúrgico, devido à formação do bebê. Entretanto, a ocorrência de pedra nos rins na gestação, dependendo do estágio, pode provocar consequências como aborto ou parto prematuro.

O diagnóstico da existência de cálculos renais na gestação é feito por meio do exame de urina, em que será observada a existência dos cristais de oxalato de cálcio ou sangue, já que as pedras podem causar pequenas lesões. Outra forma de diagnosticar é pela tomografia. Porém, o exame não é aconselhado para grávidas dado a radiação que o equipamento possui, o que pode afetar a formação do feto.

Na gravidez, o tratamento para os cálculos renais é a ingestão de muito liquido para ajudar na eliminação das pedras. Caso o tamanho do cálculo dificulte a eliminação natural, o mais indicado é uma cirurgia endoscópica, procedimento feito via uretra. Após a pedra ser localizada, é quebrada com laser e os pedaços retirados com um cateter duplo por meio do canal da urina, sem a necessidade de pontos. As intervenções cirúrgicas são indicadas quando a dor for intensa, houver obstrução de rim único ou obstrução bilateral, a função renal for alterada, o cálculo for maior que 1 cm ou quando houver complicações obstétricas.

Os médicos tratam as dores causadas pelos cálculos renais com medicamentos antiespasmódicos e analgésicos como paracetamol e dipirona. Mas, se caso ocorra uma infecção, o médico pode tratar com antibióticos adequados e se necessário indicar o uso de corticoides, porém observando o período da gravidez.

O tratamento na gestação deve ser o mais simples possível para não ser invasivo, porém entre 15% e 30% das gestantes precisam de alguma abordagem, como uso de cateter duplo. Em outros casos, o médico urologista e/ou obstetra recomendará o melhor tratamento a seguir.

É importante ter cuidados para que a situação não se complique e tenha consequências. No momento da crise, a gestante deve procurar um hospital, preferencialmente os que dispõem de urologista. A avaliação do médico é essencial para adotar o melhor procedimento e que se adeque ao período da gestação.

 

 

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