Epidemiologia - Instituto Lithos

Epidemiologia

A prevalência de cálculos urinários durante a vida pode variar de 1% a 15%. Estes são mais frequentes nos homens do que nas mulheres, acometem indivíduos em todas as faixas etárias, com pico de incidência entre os 20 e 40 anos. A incidência nas populações depende de inúmeros fatores, como geográficos, climáticos, étnicos (sendo mais comum nos caucasianos do que nos asiáticos, hispânicos e afrodescendentes), dietéticos e genéticos.

A possibilidade de recorrência é outro aspecto importante. Dentre os pacientes que já apresentaram litíase renal, cerca de 15% apresentam recorrência sintomática já no primeiro ano, entre 30 a 40% nos próximos cinco anos e até 50% vão ter recorrência em 10 anos.
Os cálculos urinários assintomáticos, especificamente os cálculos renais, quando não tratados adequadamente, podem causar insuficiência renal crônica em até 1% dos casos, aumentando assim as taxas de morbidade e mortalidade. Estudos recentes demonstraram uma importante associação entre “síndrome metabólica” (glicemia alterada, obesidade, hipertensão arterial e dislipidemia) e litíase renal.

As mudanças no estilo de vida nos últimos anos, caracterizadas pela maior ingestão calórica, de proteínas de origem animal e sódio e pelo maior sedentarismo levaram a um aumento da prevalência de obesidade. Esses aspectos, acrescidos da maior capacidade de diagnóstico em virtude do progresso tecnológico, seriam as principais explicações para o aumento da incidência e prevalência da doença.
Pontos importantes:
- Prevalência: 1% a 15%ao longo da vida;
- Pico de incidência entre os 20 e 40 anos;
- Recorrência: 1% a 20% chegando a até 50% para pacientes com alto risco.