Entenda o que é pedra no rim, as causas e os principais sintomas - Instituto Lithos

Entenda o que é pedra no rim, as causas e os principais sintomas

Descubra aqui como é feito o diagnóstico de cálculo renal
8 de março de 2018
Confira 5 formas de se hidratar e evitar problemas de saúde
22 de março de 2018
Show all

Entenda o que é pedra no rim, as causas e os principais sintomas

Quem nunca conheceu alguém próximo que sofreu com dores por conta das pedras nos rins? A cólica renal é conhecida por ser muito forte,atrapalha todas as atividades diárias, incapacitando o indivíduo até mesmo de andar.

Neste post, abordaremos o que é pedra no rim, como identificar, suas causas e fatores de risco, além de seus sintomas. Deseja saber mais sobre esse incômodo problema para poder evitá-lo? Então não deixe de acompanhar este post!

O que é pedra no rim?

Cálculo renal, conhecido popularmente por pedra no rim, é a presença de um ou mais cálculos urinários, formados a partir de sais minerais presentes na urina, dentro do trato urinário.

Quando esses cálculos ultrapassam 7 milímetros, há uma chance muito elevada dessa pedra acabar se prendendo à parede do trato urinário do indivíduo, causando dores incrivelmente fortes na região lombar, chegando a receber uma nota 9 em uma escala chamada “Escala de dor Lanns”, que mede dores de conhecimento da medicina que vai de 1 a 10.

Como surgem as pedras nos rins?

Elas surgem devido ao acúmulo de diversas substâncias — cálcio, ácido úrico, oxalato ou cistina — dentro dos rins ou dos canais urinários. Quando essas substâncias estão em excesso, elas ultrapassam o nível de solubilidade da urina, se precipitam e acabam formando cristais dentro do trato urinário. Os cálculos podem aparecer basicamente devido a alguma das condições abaixo, ou pela combinação delas:

  • fator genético ou hereditário;
  • fatores ambientais;
  • fatores ocupacionais;
  • hábitos alimentares.

Segundo especialistas na área, o fator genético pode estar presente na formação das pedras, porque contam com componentes genéticos, desencadeados por diversos membros da mesma família.

Os fatores ambientais podem influenciar e aumentar o risco de formação dos cálculos. As regiões montanhosas, desertos, áreas tropicais, regiões com clima mais seco e regiões com maiores variações sazonais podem influenciar diretamente no indivíduo.

Os fatores ocupacionais, tais como profissões que exponham o trabalhador a elevadas temperaturas e risco de desidratação estão mais associados à formação de cálculos.

A alimentação também pode piorar o problema, preparando o terreno propício para a criação das pedras nos rins. Beber pouca quantidade de líquidos, caprichar no sal e comer muitos alimentos ricos em proteínas animais e oxalato (encontrado no chá-mate, amendoim, na vitamina C e muitos outros) são os principais hábitos alimentares que aumentam o risco de formação de cálculos renais.

Quais são os tipos de cálculo renal?

Para entender bem o que é pedra no rim, devemos analisar os 4 tipos mais comuns de cálculos renais, sendo que eles são diferentes entre si quando comparamos suas formações e principais características. Os principais tipos são:

Cálculos de cálcio

Esses são os mais comuns, com prevalência de 70%–80%. Podem ser de oxalato de cálcio ou fosfato de cálcio. Ocorrem normalmente mais em homens do que em mulheres e aparecem em geral na faixa etária de 20 a 30 anos. Tendem a reaparecer mesmo após o tratamento.

Cálculos de ácido úrico

Correspondem a 7% dos cálculos renais tratados. Podem resultar principalmente de um baixo volume urinário, aumento de ácido úrico na urina e pH urinário muito ácido. O baixo pH urinário é, de longe, o fator de risco mais importante para nefrolitíase por ácido úrico.

Mesmo na ausência de quantidade aumentada de ácido úrico na urina, o pH urinário sozinho pode converter urato urinário no fracamente solúvel ácido úrico. Numa urina com pH abaixo de 5,5, ocorre supersaturação e o ácido úrico fica menos solúvel, formando cálculos.

Normalmente são menos duros e mais comuns em homens do que em mulheres. Fatores genéticos também são comuns para elevar a chance desse tipo de pedra nos rins.

Cálculos de estruvita

Encontrados principalmente nas mulheres, estão fortemente associados com infecção do trato urinário. Pedras desse tipo podem crescer muito e ocupar praticamente todo o rim (por isso também são chamados de cálculos coraliformes, ou seja, em forma de coral). Acabam bloqueando os rins e o ureter, causando sério comprometimento na função desses órgãos.

Cálculos de cistina

Esse é um tipo raro de cálculo. Geralmente causado por uma desordem genética e hereditária, chamada cistinúria. Caracterizam-se por serem cálculos extremamente duros, que surgem em urinas com pH mais ácidos e apresentam alto índice de recidiva. Fatores que levantam suspeita para cálculos de cistina são idade precoce de apresentação, cálculos francamente visíveis nas radiografias e história familiar.

Quais são os sintomas de pedra nos rins?

Nada mais lamentável para entender o que é pedra no rim do que senti-la. Os sintomas variam de acordo com o tipo de pedra, tamanho e onde ela está obstruindo o trato urinário. No geral, o que a pessoa sente é:

  • dor intensa e de início súbito que irradia nas costas, podendo ir para a virilha;
  • dor ao tentar urinar;
  • aumento da frequência urinária;
  • urina rosa, vermelha ou marrom;
  • enjoos ou vômitos, devido à forte dor;
  • infecção urinária poderá estar associada.

Em alguns casos, pode acontecer de o indivíduo não conseguir urinar, porque a pedra está obstruindo o canal da uretra, impedindo a urina de passar.

Agora que explicamos o que é pedra no rim, pedimos para que você cuide da alimentação, evitando beber pouca água durante o dia, evitando ingerir sal e proteínas animais em excesso e, caso conheça alguém cujos sintomas você reconheceu após este post, não esqueça de avisá-lo para procurar um especialista o quanto antes.

Curtiu este post sobre pedra nos rins? Então deixe um comentário e compartilhe a sua opinião e as suas ideias sobre o assunto!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *