Afinal, como é o tratamento de pedra nos rins? - Instituto Lithos

Afinal, como é o tratamento de pedra nos rins?

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Afinal, como é o tratamento de pedra nos rins?

Dores na região lombar podem significar a formação de cálculo renal. Logo, é preciso procurar com urgência um médico urologista. Após a confirmação do diagnóstico, é fundamental realizar de imediato o tratamento de pedra nos rins — e eliminar de vez o problema.

Além de suprimir o cálculo renal e as fortes dores, a realização de um tratamento personalizado, que atenda de maneira rápida e efetiva a necessidade de cada paciente, evita as chances de uma nova crise.

A seguir, confira os passos para o tratamento de pedra nos rins, problema que atinge com frequência principalmente os homens na faixa dos 20 aos 30 anos.

Diagnóstico

Como não poderia ser diferente, o diagnóstico é a primeira etapa para decidir qual o melhor tratamento a ser adotado a fim de eliminar a pedra nos rins. Nessa fase, o médico deve avaliar o tipo, o tamanho e o local do cálculo renal. É preciso também investigar o período de obstrução do canal urinário e se há infecção na região.

O exame indicado é a tomografia sem contraste de abdômen. Após o período de crise, exames de urina e de sangue mais minuciosos devem ser realizados para investigar os motivos que levaram à formação de cálculos, de modo a prevenir o ressurgimento deles.

Em caso da impossibilidade de realizar a tomografia, a segunda escolha é o ultrassom de rins e vias urinárias, que tem custo barato, realização rápida e mais fácil de ser encontrado.

Ingestão de líquidos e cuidados com a alimentação

Pedras menores, com menos de 7 milímetros, costumam ser eliminadas de forma natural com bastante frequência, com o aumento do consumo de água. Não é ideal exagerar na quantidade, tomando em torno de 2 litros por dia.

alimentação saudável é outro fator importante no tratamento de pedra nos rins. Recomenda-se a ingestão de menos proteínas de origem animal e sal, tanto para diminuir as chances da formação de novos cálculos como para impedir que os já existentes aumentem de tamanho.

Uso de medicamentos

A medicação, muitas vezes, é adotada para amenizar a dor provocada pela crise de cólica renal ou cólica nefrética, que ocorre quando algum cálculo está se deslocando em direção à pelve renal e ureter na tentativa de ser eliminado. Analgésicos, como o paracetamol e dipirona, e antiinflamatórios não hormonais, como diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida, estão na lista de remédios receitados pelos médicos. Situações mais graves de dor exigem a aplicação de analgésicos derivados de opioides, como o Tramadol.

Nos casos em que o cálculo está localizado no ureter e com tamanho aceitável para ser eliminado,  medicamentos para relaxar o canal urinário ajudam na movimentação do cálculo até a bexiga — como Tansulosina, Doxazosina e Nifedipina — também são recomendados.

Procedimentos cirúrgicos

Pedras nos rins a partir de 7 milímetros de diâmetro muitas vezes requerem a realização de procedimentos cirúrgicos, que dependerão do local e tamanho do cálculo.

A alternativa menos agressiva ao organismo é a litotripsia extracorpórea, feita por meio de ondas eletromagnéticas que fragmentam o cálculo renal para ser expelido, com uso de anestesia, geralmente uma sedação. Entretanto, os resultados são limitados, sendo  a taxa de sucesso é inversamente proporcional ao tamanho do cálculo. Outros fatores como dureza do cálculo e distância da pele até o cálculo são fundamentais para predizer o sucesso da litotripsia. Pacientes obesos, com distância pele-cálculo maior que 10 cm, apresentam piores resultados. Está principalmente indicada para cálculos renais entre 1 a 2 centímetros, localizados nos cálices renais superiores e médios, na pelve renal ou terço superior do ureter.

Outra possibilidade bastante utilizada é a ureterorrenoscopia. Esta geralmente é feita com a  utilização de laser e tem resultados superiores à litotripsia extracorpórea. Pode ser realizada com sedação, anestesia geral ou raquianestesia. A cirurgia resume-se na introdução de um aparelho pela uretra em direção ao cálculo, seja ele no ureter ou no rim, sendo capaz de fragmentar cálculos de tamanho moderado. Suas principais indicações são:

  • Cálculo ureteral menor que 20 mm
  • Cálculo renal entre 10 a 20 mm
  • Cálculos em cálice inferior < 15 mm
  • Múltiplos cálculos com massa total inferior a 20 mm

Há também o método percutâneo, que exige internação e cuja recuperação leva até cinco dias. O procedimento consiste em uma pequena incisão nas costas a fim de possibilitar a penetração de um aparelho na pele diretamente para o rim, sendo assim possível uma excelente fragmentação e retirada de grandes cálculos renais e de difícil acesso aos outros métodos. Suas principais indicações são:

  • Cálculos coraliformes
  • Cálculos > 20 mm
  • Cálculos em cálice inferior > 15 mm
  • Cálculo associado à infecção de difícil tratamento
  • Cálculos duros (cistina, fosfato de cálcio, oxalato de cálcio mono-hidratado)
  • Falhas de outros métodos (Litotripsia extracorpórea e Ureterorrenoscopia)
  • Anormalidades anatômicas (rim em ferradura, rim pélvico)

Raramente feita na atualidade, a cirurgia aberta é outro procedimento que visa eliminar o cálculo renal na impossibilidade de realizar qualquer uma das outras três opções. Geralmente é feita para cálculos muito volumosos ou rins com difícil anatomia.

Como se pôde notar, existem diversas maneiras de realizar o tratamento de pedra nos rins. Por isso, no caso de dores persistentes na região lombar, é fundamental buscar um especialista, que fará o diagnóstico preciso e indicará o melhor meio de tratar o problema.

Agora que você já sabe quais são os métodos existentes para o tratamento de pedra nos rins, entre em contato conosco para identificar a causa das dores na região lombar e eliminar o problema o mais rápido possível.

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